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NA SEMANA EM QUE SE CELEBRA O SAIRÉ EM SANTARÉM/PA O CARIMBÓ SE TORNA PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO BRASIL

CARIMBÓ│O carimbó se torna Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil nesta quinta-feira (11/09).

O registro foi aprovado por unanimidade em Brasília, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, formado por representantes da União e da sociedade civil.

Criado no século XVII por negros africanos do nordeste do Pará e com influências indígena e ibérica, o carimbó é uma das mais tradicionais expressões culturais do estado do Pará e da região amazônica brasileira.

O registro do carimbó foi comemorado em ato público realizado nesta manhã em Belém do Pará, o próximo passo é registrá-lo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio imaterial mundial.

O pedido de registro do carimbó como patrimônio imaterial do Brasil foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, pela Associação Cultural Japiim, pela Associação Cultural Raízes da Terra e pela Associação Cultural Uirapurú.

Entre os anos de 2008 e 2013, o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan e a Superintendência do Iphan no Pará conduziram o processo de registro e realizaram pesquisas para a Identificação do carimbó em diversas localidades do estado.

O resultado final da pesquisa foi consolidado no Dossiê Carimbó, que tem o objetivo de ser uma referência documental do carimbó no Pará. Durante 40 dias, o documento esteve disponível para consulta popular no site do Iphan. As sugestões recebidas, após avaliação, foram integradas ao texto final.

Apesar de a manifestação cultural ter se originado entre os escravos, o nome carimbó tem origem indígena. Vem do tupi korimbó (pau que produz som), junção de curi (pau oco) e m’bó (furado, escavado).

Hoje, a expressão carimbó é utilizada majoritariamente como referência à expressão que envolve festa, música e coreografia características e tradicionalmente reproduzidas no nordeste paraense. Os temas das canções, em geral, são alusivos a elementos da fauna e da flora da região, ao dia a dia do trabalho e às práticas cotidianas.

Foto: Everaldo Nascimento.

 

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