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Olívia de Amores explora raízes latinas da cultura amazônica em novo clipe

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Um dos destaques da nova cena musical manauara, Olívia de Amores se prepara para lançar seu primeiro álbum e antecipa o projeto com “La Cancionera”, seu novo clipe e single, já disponível nas plataformas de streaming. A canção explora as raízes latinas da cultura amazônica e teve seu vídeo gravado durante um passeio de barco regional pelo Rio Negro

Veja “La Cancionera”: https://youtu.be/YD6DQ2j30xU

Ouça “La Cancionera”: http://smarturl.it/LaCancionera

“‘La Cancionera’, tanto a música quando o vídeo, tem influência latina forte. Esse trabalho evidencia que a cultura na Amazônia tem raiz indígena e ribeirinha. O indígena, por sua vez, não tem identidade unicamente brasileira: pertence a nações inseridas na Amazônia transnacional. Por isso, há muito da cultura colombiana e peruana no caboclo. Quando se fala em identidade amazônica, tão importante quanto reconhecer a brasilidade é reforçar a nossa identidade latina, que se expressa de forma essencial aqui”, avalia Olívia.

O clipe de “La Cancionera” foi gravado em um clima de descontração durante um dia de passeio de barco com amigos e família, no que ela denominou “Cruzeiro de Amores”. O registro, com um clima intimista, cria paralelos da cultura de Manaus com a diversão em outras regiões do país.

“O retrato do lazer do brasileiro é tipicamente dia de sol, praia e churrasco. A minha intenção principal foi mostrar para o Brasil que nós, povo do Norte e da Amazônia, temos particularidades que facilmente podem ser correlacionadas com hábitos de brasileiros em geral. Enquanto no Sudeste as pessoas vão para uma praia no litoral, aqui em Manaus pegamos um barco para ir a uma praia de rio; enquanto nas tardes de domingo se come churrasco, nos almoços das famílias amazonenses se come tambaqui assado. A estética em VHS mirou justamente a criação de um ambiente familiar, de espontaneidade e despretensão, como os vídeos caseiros da nossa infância em um passeio qualquer”, reflete Olívia.

A ser lançado em breve, “Não é Doce” terá produção musical de Bruno Prestes e masterização do americano Steve Fallone, que trabalhou com artistas como The Strokes, Arcade Fire, Interpol e Adele, entre outros. Com ele, Olívia coroa uma trajetória iniciada com a banda Anônimos Alhures e agora ampliada com uma carreira solo onde assume todas as suas facetas, de compositora, instrumentista, intérprete, roteirista e diretora.

O projeto será confessional, contando com a gerência criativa da artista em cada instrumento e videoclipe – todas as canções ganharão um, dirigido por ela. Já foram reveladas “Sankyu”, “Post-it”, “Plano baixo”, “Abisso” e “Segunda-feira”, inspiradas por paixões, saudades, perdas. Agora, “La Cancionera” soma a essas faixas, já disponível como clipe no YouTube e como single nas plataformas de streaming.

Veja “La Cancionera”: https://youtu.be/YD6DQ2j30xU

Ouça “La Cancionera”: http://smarturl.it/LaCancionera

Veja “Abisso”: https://youtu.be/QG7oXa3STEM

Veja “Post-It”: https://youtu.be/7eLtFfF8_k4

Veja “Plano Baixo”: https://youtu.be/z8zwx-HsT2w

Veja “Segunda-Feira”: https://youtu.be/VNnLxo2x_Pc

Veja “Sankyu”: https://youtu.be/Zwtxpe6yCps

Ficha técnica:

Letra e música: Olívia de Moraes/ Arranjos instrumentais: Olívia de Moraes/ Produção musical: Bruno Prestes/ Mixagem: Bruno Prestes/ Masterização: Steve Fallone/ Direção e roteiro: Olívia de Moraes/ Direção de fotografia: Giulia Aguiar Alves e Mário Hirotoshi/ Produção: Giulia Aguiar Alves/ Câmeras: Mário Hirotoshi e Giulia Aguiar Alves/ Edição: Thiago Looney/ Figurino: Bárbara Façanha e Studio 092/ Cenário: Clara Nogueira

Agradecimentos: Dany Rosário, Amazon Eco Hostel, Lucas Bastos, Rafael Borges, João Vitor Girão, Linda Gláucia de Moraes

Letra:

É, eu sei, você nunca foi bom em se permitir sentir/ e até eu entendia bem

Mas me ver jogada pelo chão/ Catando migalhas de afeto/ Não era certo, não

Pra me ver te buscar a qualquer custo/ Não, não era justo, não/ Agora você vai e faz o que quiser/ Com outra mulher.

É, eu vi você cruzar os braços e assistir/ a maré do acaso conduzir ao fim/ Mas me ver jogada pelo chão/ pra tentar te suprir, pra tentar adiar/ pra não te odiar…

Pra me ver te buscar a qualquer custo/ Não, não era justo, não/ Agora você vai e faz o que quiser/ Com outra mulher.

Foto: Bruno Belchior

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