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ACAM procura figurantes para novo curta-metragem

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Garotos de 8 a 12 anos, artistas e figurantes poderão enviar testes online até o dia 25 deste mês para a produção ‘Cine Carmen Miranda’, assinada pela Associação Cultural Apareceu a Margarida (ACAM). Os interessados inicialmente deverão remeter currículo ou breve resumo, mais foto para o endereço eletrônico acamapareceuamargarida@gmail.com.

Este será o primeiro filme a ser dirigido pelo ator e diretor teatral Michel Guerrero, com quase 30 anos de experiência nos palcos, e conta com o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), com o Concurso-Prêmio Manaus de Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc – Audiovisual.

“Abre-se uma nova porta no meu fazer cultural e o curta mostrará que o cinema veio bem antes do teatro na minha vida, pois é um filme-memória sobre minhas peregrinações quando criança pelas empresas cinematográficas do Centro de Manaus, nas décadas de 80 e 90”, afirmou Guerrero.

O elenco de ‘Cine Carmen Miranda’ é formado por Rosa Malagueta, Socorro Langbeck (Beckinha), Geraldo Langbeck e Thita Figueiredo, entre outros. O artista Arnaldo Barreto ficará responsável pela assistência de direção e direção de arte, já o cineasta Williams Ferry será diretor de fotografia e editor do curta-metragem de Guerrero.

‘Carmen Miranda’

O Cine Carmen Miranda, propriedade do saudoso radialista Joaquim Marinho e sócios, foi inaugurado no dia 20 de novembro de 1986 e localizava-se na rua 24 de Maio, esquina com a rua Joaquim Sarmento, Centro, local onde antes funcionou a Livraria Maira. Com apenas uma semana de atividades, já havia recebido sete mil telespectadores.

O filme exibido em sua estreia foi ‘A Hora do Lobisomem’, de Stephen King. Deixou de aparecer em anúncios de jornais locais em maio de 1992. Outros cinemas e mais especificamente este, mexeu com o mundo e o imaginário de ‘Baixinho’, garoto simples e aficionado por cinema, desde os sete anos de idade. É o diretor Michel Guerrero criança.

Sua vida resumia-se a estudar, fazer tarefas de casa, brincar e ir ao cinema. Não à toa ficou amigo de vários funcionários desta rede de entretenimento, como também passou por maus lençóis, quando tentava engrossar a sobrancelha com lápis para parecer que tinha 14 anos e entrar para ver o filme ‘As Bruxas de Eastwick’, sendo desmascarado e ridicularizado, como quando estava com saudades de entrar no Cine Carmen Miranda, quando este passou a exibir filmes pornográficos antes de seu fechamento. Ainda, por empatia e curiosidade, resolveu vender balas com tabuleiro no pescoço, se unindo ao amigo bombomzeiro do Cine Oscarito. O que não durou muito, pois foi repreendido por sua mãe, Celeste. Essas memórias são verídicas, da infância do diretor e serão contadas em primeira pessoa. Um retrato de como o cinema é uma fábrica de ilusões e muitos entram neste lugar para nunca mais sair.

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