Amazônia é a prova de que as soluções vêm dos povos que mantêm a floresta em pé, dando exemplo global de conservação e sustentabilidade;
Greenpeace foi a campo e registrou como comunidades ribeirinhas unem proteção florestal e geração de renda no Médio Juruá (AM);
Acesse aqui todos os conteúdos disponíveis para a imprensa, como imagens de sobrevoos, atividades de campo e registros fotográficos das comunidades, entrevistas em vídeos com moradores, lideranças comunitárias e especialistas do Greenpeace Brasil
No Dia da Amazônia que antecede a primeira Conferência do Clima a ser realizada no Brasil – a COP30 -, o Greenpeace Brasil reforça que garantir financiamento direto e sem burocracia aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais é medida essencial para manter a floresta protegida, pois é preciso remunerar e dar condições para que esses povos continuem o seu trabalho histórico de conservação florestal.
“A sociobiodiversidade amazônica, com cadeias produtivas sustentáveis de pirarucu, castanha e andiroba, por exemplo, mostra que existem soluções econômicas, sociais, ambientais e climáticas enraizadas nos modos de vida da maior floresta tropical do mundo, mas que precisam de apoio. A primeira COP na Amazônia, a COP30, é um momento histórico para corrigir essa desigualdade e avançar em iniciativas transformadoras, como o financiamento direto aos povos originários e comunidades tradicionais pelos fundos globais de clima, de biodiversidade, entre outros, buscando ampliar o fluxo de recurso direto para quem cuida e protege a floresta, como proposto no Fundo das Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), ainda em construção”, afirma o coordenador da Frente de Soluções da Floresta do Greenpeace Brasil, Romulo Batista, citando a proposta do governo brasileiro de se criar um mecanismo internacional para remunerar países florestais e seus povos pelo seu trabalho de conservar florestas tropicais.
“A Amazônia é lar de povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas, quilombolas e agricultores familiares que, mesmo sendo responsáveis por manter a floresta em pé, recebem menos de 1% dos recursos climáticos globais. Quem não é da Amazônia pode ajudar a fazer justiça valorizando e respeitando essas populações, principalmente na garantia de que tenham acesso a recursos que chegam até seus territórios”, comenta Batista.
As soluções que vêm da Amazônia
Em maio, o Greenpeace Brasil percorreu, por meio da expedição “Respeitem a Amazônia”, as comunidades do Médio Juruá (AM), na Amazônia, para documentar iniciativas que aliam conservação da floresta com geração de renda e desenvolvimento social.
Com área maior do que países como Luxemburgo e Jamaica somados, a região do Médio Juruá é referência de proteção ambiental a partir de iniciativas dos moradores – são quase 2 milhões de hectares de floresta amazônica conservados, com reconhecimento legal e gestão comunitária.
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A região conta com associações e cooperativas que contribuem na organização local e desempenham atividades econômicas com produtos da sociobiodiversidade local, como Codaemj (Cooperativa Mista de Desenvolvimento Sustentável e Economia Solidária do Médio Juruá), a Asmanj (Associação de Mulheres Agroextrativistas do Médio Juruá), a Amaru (Associação dos Moradores da RDS Uacari), a Aspodex (Associação do Povo Deni do Rio Xeruã) e a Amecasara (Associação dos Moradores Extrativistas da Comunidade São Raimundo).
Alguns dos impactos positivos registrados pelo Greenpeace na região são:
Mais de 60 comunidades ribeirinhas diretamente envolvidas em cadeias sustentáveis.
Coleta anual de sementes nativas (andiroba e murumuru) e do óleo de copaíba, base para a indústria de cosméticos e fitoterápicos. Imagens disponíveis aqui.
Manejo comunitário de espécies ameaçadas, como o pirarucu e as tartarugas da Amazônia, garantindo conservação e geração de renda.
Agricultura familiar baseada em práticas tradicionais, como a produção de farinha de mandioca, vital para a segurança alimentar local.
“Essas comunidades provam que é possível viver da floresta e gerar soluções sem destruir a Amazônia, com tecnologia social de base, geração de renda e melhoria na qualidade de vida. Essas ações promovem a conservação da floresta, combate a crise climática e a perda da biodiversidade. O manejo de recursos naturais mostra um caminho viável que precisa ser valorizado, fortalecido e financiado diretamente por fundos climáticos e de biodiversidade, a fim beneficiar iniciativas comandadas por populações protetoras do clima e da biodiversidade”, destaca Batista.
Sobre o Greenpeace Brasil
O Greenpeace Brasil é uma organização ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pacífico, a organização atua há mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destruição das florestas.
Acesse o www.culturaamazonica.com.br e saiba mais sobre a região amazônica.
















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