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Mulheres de 40 a 49 anos concentram 23% dos casos de câncer de mama; especialista alerta para importância do rastreamento precoce

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O Ministério da Saúde alterou recentemente as diretrizes de detecção precoce do câncer de mama. Antes, a recomendação era realizar mamografia apenas a partir dos 50 anos.

Agora, mulheres entre 40 e 49 anos também devem ser incluídas no rastreamento — faixa etária que representa 23% dos casos da doença, segundo dados oficiais. A mudança busca ampliar as chances de cura por meio da identificação precoce.

A decisão foi motivada pelo fato de que muitas mulheres nessa idade não realizavam o exame por não apresentarem sintomas ou histórico familiar significativo. Foi o que aconteceu com Gisele Lira, que recebeu o diagnóstico de câncer de mama aos 42 anos, em 2023.

“Eu não tinha o costume de fazer o autoexame. Um dia, ouvi o depoimento de uma mulher falando sobre o câncer e resolvi me tocar. Senti algo diferente e, mesmo o médico dizendo que era cisma, continuei prestando atenção. Pouco depois, apareceu um carocinho. Foi aí que procurei ajuda”, relembra.

A primeira ultrassonografia já indicou um nódulo suspeito. Vieram então a mamografia, a ressonância e, por fim, a biópsia, que confirmou o diagnóstico de carcinoma ductal invasivo, tipo triplo negativo, um dos tipos mais agressivos. “Meu médico disse que o tratamento era como dar um tiro no escuro, porque esse tipo não responde a hormônios. Fiz quimioterapia, passei muito mal e, depois, precisei retirar toda a mama. Foi a parte mais difícil de tudo”, conta Gisele, hoje com 44 anos.

Mesmo com medo inicial da mamografia, ela reconhece a importância do exame. “Eu tinha medo de fazer, todo mundo falava que doía. Mas foi a mamografia que mostrou tudo com clareza. O toque me salvou, mas a mamografia confirmou o que estava errado. Se eu não tivesse feito, talvez eu não estivesse viva hoje.”

O coordenador clínico da Oncológica do Brasil, Dr. Washington Jr., reforça que a inclusão das mulheres a partir dos 40 anos no rastreamento é essencial.

“A detecção precoce do câncer de mama é fundamental, porque aumenta significativamente as chances de cura. Quando o tumor é identificado em estágios iniciais, ele costuma ser menor, menos agressivo e mais fácil de tratar. Isso permite procedimentos menos invasivos, maior preservação da mama e melhores resultados para a qualidade de vida da paciente”, explica o médico.

Segundo ele, além do histórico familiar, outros fatores também elevam o risco da doença.

“O consumo frequente de álcool, o excesso de peso após a menopausa, o sedentarismo e a reposição hormonal feita de forma inadequada têm impacto importante e podem ser modificados com hábitos saudáveis”, alerta.

O especialista também aproveita para desmistificar crenças equivocadas.

“Um dos mitos mais comuns é acreditar que o câncer de mama só acontece em mulheres com histórico familiar. A maioria dos casos ocorre em mulheres sem esse antecedente. Outro equívoco é pensar que o uso de desodorante, o sutiã apertado ou uma pancada no seio podem causar câncer — isso não é verdade”, esclarece.

“O autoexame é importante para o autoconhecimento, mas ele não substitui a mamografia. A detecção precoce depende dos exames de imagem realizados regularmente”, conclui o especialista.

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