No dia 1º de novembro, sábado, às 10h da manhã, o Palacete Provincial, no Centro Histórico de Manaus, abre suas portas para a exposição Amazônia Preta, ação que dá início ao Mês da Consciência Negra na capital. A mostra é um desdobramento do projeto Pretoberâncias, contemplado pelo Edital Povo Negro – Lei Aldir Blanc nº 10/2024, e propõe uma ocupação simbólica e estética do centro da cidade por meio da arte negra amazônida.
A abertura contará com o cortejo do Maracatu Pedra Encantada, que partirá da Praça Heliodoro Balbi conduzindo o público até o interior do Palacete, em um convite à celebração, à escuta e ao encontro.
Um ato de visibilidade e reafirmação
“A Amazônia é um universo de pluralidades, e a história oficial por muito tempo silenciou as vozes e contribuições fundamentais de seus povos negros. A exposição Amazônia Preta surge como um potente ato de reafirmação e visibilidade, convidando o público a reconhecer a força, a beleza e a diversidade da negritude que pulsa neste vasto território.”
“Longe de ser uma paisagem monocromática, a Amazônia Negra é um mosaico de identidades complexas: de comunidades quilombolas remanescentes a povos afro-indígenas, ribeirinhos e à vibrante população negra das áreas urbanas. O que estas expressões artísticas e narrativas visuais revelam é o legado de resistência e sobrevivência que permeia a história do Brasil.”
“As obras aqui reunidas são frutos da residência artística Pretoberâncias, um espaço de criação que valoriza a produção artística negra em sua maior plenitude e exuberância. Este neologismo potente expressa o transbordamento criativo da negritude amazônida. Os trabalhos funcionam como um instrumento de resgate de memória, desconstruindo a narrativa hegemônica e celebrando as manifestações ancestrais e as perspectivas contemporâneas da pretitude.”
Arte, memória e ocupação simbólica
A exposição se diferencia por unir a mostra interna do Palacete a uma intervenção inédita na fachada, intitulada “Gigantes da Memória”.
Nas 17 janelas do edifício histórico, serão exibidas ilustrações de personalidades negras amazônicas de diferentes áreas, artes, educação, ciência e cultura, como forma de homenagear e ressignificar o espaço, contando as histórias da negritude amazônica por suas próprias vozes.
A ação transforma o Palacete Provincial em um território de resistência e afeto, ampliando o debate racial e fortalecendo o combate ao racismo estrutural por meio da arte.
Residência e coletividade
A mostra apresenta os resultados da residência artística Pretoberâncias, que reuniu artistas negros e negras em um processo de criação coletiva e troca de saberes.
Participam da exposição os artistas residentes:
Anete Valdevino, Daniel Esteves, Ducoq, Yires, Shek, Lima, Ecto, Vic, Sìsí Rolim, Toró, Vivian Evangelista, Joe Maia, Subproduto, Geci, Flora e Dayo Nascimento.
Além dos residentes, a exposição conta com participações especiais de Bruno Souza, Bina, Áquila Muniz, Junior Gonçalves, Ventinho, Rana Mariwo e Maracatu Pedra Encantada.
Acessibilidade e curadoria
Com consultoria de acessibilidade de Henry Martínez Hernández, antropólogo e artivista da inclusão, a Amazônia Preta reafirma o compromisso com o acesso ampliado e a democratização da experiência artística.
A curadoria é de Marcelo Rufi, com projeto visual de Manuo e montagem de Haisha, Estevan Leandro e William Nascimento. A equipe é composta ainda por Andrew Ponto (staff) e os fotógrafos Edvando Alves e André Cavalcante Pereira, responsáveis pelo registro da mostra.
Serviço
Exposição: Amazônia Preta
Abertura: 1º de novembro de 2025 (sábado), às 10h
Local: Palacete Provincial — Praça Heliodoro Balbi, Centro, Manaus/AM
Apresentação de abertura: Cortejo do Maracatu Pedra Encantada
Período: Novembro de 2025 — Mês da Consciência Negra
Realização: Coletivo Arte Ocupa
Projeto contemplado pelo Edital Povo Negro – Lei Aldir Blanc nº 10/2024
Acesse o www.culturaamazonica.com.br e saiba mais sobre a Amazônia e o Mundo.

















Leave a Reply