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“A Maior Poesia de Improviso do Mundo”: Quando a palavra vira espetáculo, a cultura ganha voz

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Em um tempo em que o improviso parece raro, Manaus provou que a poesia falada segue pulsando forte. Neste sábado (13/12), a capital amazonense foi palco de “A Maior Poesia de Improviso do Mundo”, evento cultural que transformou versos repentinos em experiência coletiva, reunindo artistas, estudantes, mestres da palavra e um público diverso no tradicional Luso Sporting Clube, no Centro da cidade.

Um mestre do cordel no coração da Amazônia

O grande destaque da programação foi o cordelista e repentista pernambucano Oliveira de Panelas, referência nacional na literatura oral brasileira. Com humor afiado, memória prodigiosa e domínio absoluto do improviso, o artista conduziu o público por narrativas que atravessam gerações, territórios e tradições populares.

Durante o evento, Oliveira recebeu uma placa de homenagem do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), entregue por Tony Medeiros, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição histórica para a cultura popular brasileira.

Cordel amazônico em evidência

Além da atração nacional, o evento valorizou a produção local ao reunir poetas e repentistas amazonenses, como Gui Cordel, Bento Sales, Julian Repentista, Joel Marinho, Alex Alves, Kayla Alves e Bosco Poeta, conselheiro municipal de Literatura. Recitais, desafios poéticos e momentos de improviso deram ritmo à programação, revelando a potência criativa da cena cultural amazônica.

Formação, memória e democratização cultural

A programação incluiu ainda gravações ao vivo de poesia improvisada, além de workshops e palestras sobre a importância do cordel, do repente e da oralidade como ferramentas de educação, memória e resistência cultural. A proposta ampliou o acesso à literatura popular, aproximando novos públicos desse patrimônio imaterial.

Um marco cultural para Manaus

Mais do que um espetáculo, “A Maior Poesia de Improviso do Mundo” celebrou a memória de Geraldo Rodrigues, os 100 anos do Cordel na Amazônia e fortaleceu os laços históricos entre o Norte e o Nordeste. O evento reafirma Manaus como território de diálogo cultural, onde ancestralidade, diversidade e identidade se encontram na força da palavra.

Fotos: Valdo Leão/Semcom

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