Programação reúne filmes históricos premiados pelo Oscar e sessão dedicada ao cineasta Rafael Ramos, com debate aberto ao público no Centro de Manaus
Em tempos de férias escolares, o cinema de rua mais emblemático do Centro de Manaus transforma a pausa no calendário em experiência cultural. O Cine Carmen Miranda segue com sua programação especial de férias, apostando em uma combinação que atravessa gerações: clássicos consagrados de Hollywood e produções contemporâneas do cinema amazonense, reafirmando o espaço como território de memória, diversidade e formação de público.
Na quinta-feira (8), a programação começa às 16h30 com “Lassie – A Força do Coração” (1943), clássico familiar que eternizou a cadela símbolo de lealdade e coragem. Em seguida, às 18h, o público confere “A Luz é Para Todos” (1948), vencedor do Oscar de Melhor Filme, dentro do selo As Décadas do Oscar. A obra, dirigida por Elia Kazan e estrelada por Gregory Peck, provoca reflexões ainda atuais sobre intolerância, preconceito e ética jornalística.
Clássicos que dialogam com o presente
Ao revisitar produções históricas, o Cine Carmen Miranda propõe mais do que entretenimento: convida o público a observar como temas sociais atravessam o tempo. “A Luz é Para Todos”, por exemplo, expõe o antissemitismo estrutural da sociedade norte-americana do pós-guerra, ecoando debates contemporâneos sobre discriminação e direitos humanos.
No sábado (10), às 16h30, a sessão segue com “Olhos Brilhantes” (1934), estrelado por Shirley Temple, um dos maiores ícones infantis do cinema mundial. O filme mistura música, drama e sensibilidade ao retratar a infância como espaço de resistência, afeto e imaginação.
A Tela é do Amazonas: protagonismo local em foco
A partir das 18h do sábado, o Cine Carmen Miranda abre espaço para o cinema feito na Amazônia com o especial “A Tela é do Amazonas”, dedicado ao cineasta amazonense Rafael Ramos. Reconhecido por sua contribuição ao audiovisual regional, o diretor apresenta quatro curtas-metragens: Formas de Voltar para Casa, A Menina do Guarda-Chuva, Revoada e Manaus Hot City. Após a exibição, o público poderá participar de um debate com o realizador, fortalecendo o diálogo entre obra, território e espectadores.
As produções abordam temas como memória, afetividade, ciência, pandemia, amizade e cidade, revelando Manaus como cenário vivo e personagem central das narrativas. “Exibir esses filmes é reafirmar que a Amazônia também produz cinema de reflexão, estética e identidade”, destaca a curadoria do espaço.
Cinema de rua, política cultural e acesso democrático
O Cine Carmen Miranda funciona no Instituto Cultural Hiléia Amazônica, no Centro Histórico de Manaus, e conta com apoio da Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura, Governo Federal, Prefeitura de Manaus, Manauscult e Conselho Municipal de Cultura, além de parcerias com a À La Carte Belas Artes e a Aliança Francesa Manaus.
Ao unir clássicos internacionais e produções amazônicas, o espaço reafirma o cinema como ferramenta de formação cultural, pertencimento e resistência simbólica no coração da cidade.
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