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Artistas ocupam Santarém em ato cultural pela revogação do Decreto 12.600/25 e defesa do rio Tapajós

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Quando a arte encontra a resistência, o território fala. Nesta quinta-feira (19), às 19h30, Santarém vive uma noite em que a cultura se transforma em voz política, identidade e proteção da vida. Artistas e músicos da cidade promovem um grande ato cultural na área da ocupação em frente à empresa Cargill, em apoio à mobilização indígena que pede a revogação do Decreto 12.600/25, norma que abre margem para dragagens em rios da Amazônia, incluindo o rio Tapajós.

Cultura, território e resistência amazônica

Com o tema “Artistas pela revogação do Decreto 12.600/25”, o evento propõe mais do que um show: constrói um espaço simbólico de defesa dos territórios tradicionais, da ancestralidade indígena e da identidade amazônica. A iniciativa conecta música, posicionamento político e pertencimento territorial, fortalecendo o acampamento mantido há semanas no local.

A revogação do Decreto 12.600/25 é o eixo central da mobilização, por seu impacto direto sobre ecossistemas sensíveis, modos de vida ribeirinhos e povos originários que dependem do rio Tapajós para existir, produzir cultura e manter suas tradições.

“Intervenções como a dragagem podem agravar problemas já sensíveis da região, como mudanças no regime das cheias e vazantes, assoreamento e impactos climáticos locais. Quando se mexe na margem de um rio dessa magnitude, altera-se o curso das águas e todo o equilíbrio do ecossistema. Há riscos reais para áreas protegidas, aumento da erosão das margens e suspensão de materiais tóxicos presentes no sedimento, como metais pesados, a exemplo do mercúrio, além de possíveis contaminações por agrotóxicos. Isso compromete a qualidade da água, a fauna aquática e, consequentemente, a segurança alimentar de ribeirinhos e povos indígenas que dependem diretamente do rio para viver”, explica Alexandra Bentes, pesquisadora e bióloga.

Atrações e diversidade artística

O ato cultural reúne apresentações de 5ª Dimensão, Priscila Castro, Ádria Góes, Priscila Moreira, Márcia Pedroso, DJ Zek Picoteiro, Patrícia Lima, Izelom e Caldo de Piranha. Também participam músicos convidados como Andresson Dourado, Alexandre Freire, Victor Fonseca e Renan Pereira, formando um mosaico sonoro que representa a pluralidade cultural de Santarém.

“A arte sempre foi uma ferramenta de proteção do território. Cantar aqui é um ato de defesa da vida”, afirma uma das artistas participantes.

Solidariedade que vira ação concreta

A entrada é solidária: 1 kg de alimento não perecível, roupas, lençóis ou doação via Pix. As contribuições serão destinadas às famílias que permanecem na ocupação, reforçando a dimensão humanitária da mobilização.

Um ato que vai além do palco

Mais do que entretenimento, o evento se consolida como um marco cultural e político no território amazônico. A pauta da revogação do Decreto 12.600/25 ganha força pública, visibilidade social e engajamento coletivo, transformando arte em instrumento de mobilização, consciência ambiental e justiça social.

Compartilhe, participe e amplifique essa causa. Defender o rio Tapajós é defender a Amazônia, a cultura e o futuro. A arte chama. O território responde.

 Foto: Observatório do Clima

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