Uma das fases mais importantes da vida é a escolha da profissão, o que explica por que 39% dos adolescentes de 15 anos, em 81 países, relatam incertezas sobre suas carreiras. É o que mostra um estudo divulgado em 2025 pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Apesar das incertezas, hoje existem diversas possibilidades que tornam esse processo mais preciso e seguro.
Essa insegurança, porém, não é exclusividade dos jovens. Uma pesquisa da consultoria Conquer mostrou que somente 30,6% dos trabalhadores ouvidos pela empresa diziam estar seguros e estáveis no trabalho em 2026. Outros 12,2% conviviam com incerteza constante sobre os próximos passos, enquanto 6,4% apontavam estagnação na carreira.
Para a diretora-presidente do Centro de Ensino Técnico (Centec), Eliana Cássia de Souza, a escolha profissional começa pelo entendimento do próprio perfil — algo que ultrapassa a visão restrita ao mundo do trabalho
“O estudante precisa olhar para si e reconhecer suas habilidades e interesses. Ele pode se perguntar: ‘Gosto de trabalhar com números? Tenho afinidade em cuidar de pessoas? Prefiro atividades manuais ou funções que exigem mais raciocínio e concentração?’ Cada resposta direciona para caminhos diferentes”, afirma.
Embora a estabilidade financeira seja um fator importante no planejamento da carreira, Eliana reforça que o ponto de partida deve ser o interesse pessoal, para evitar escolhas distantes das verdadeiras motivações.
“No caso da formação técnica, nossa especialidade, há muitas opções para perfis distintos. Quem gosta de trabalhar com pessoas pode se identificar com Recursos Humanos, Segurança do Trabalho ou Enfermagem. Já quem prefere lidar com máquinas encontra boas oportunidades em Informática, Refrigeração ou Eletrotécnica”, destaca.
Dicas práticas
Além do autoconhecimento, o contato direto com o ambiente profissional é uma estratégia bastante recomendada. Visitar escolas profissionalizantes — como o Centec —, participar de feiras de cursos técnicos e conversar com profissionais que já atuam na área de interesse são formas práticas de compreender a rotina e as exigências de cada carreira.
Outro recurso que tem ganhado espaço é a busca por informações digitais. Seguir influenciadores da área, assistir a vídeos explicativos e pesquisar sobre funções, salários e o mercado de trabalho da região ajudam a construir uma visão mais concreta sobre o futuro profissional.
O acompanhamento psicológico também pode ser um aliado importante. Psicólogos especializados em orientação vocacional auxiliam no mapeamento de habilidades, interesses e valores pessoais, oferecendo ferramentas para escolhas mais seguras. Além disso, existem sites pagos e gratuitos que aplicam testes de perfil profissional e podem indicar áreas compatíveis com cada pessoa.
Nunca é tarde
Para quem decidiu seguir uma nova carreira após já ter ingressado no mercado, a experiência acumulada tende a facilitar escolhas mais assertivas. Além das dicas anteriores, é importante avaliar se a rotina permite uma transição profissional sem comprometer a estabilidade financeira.
Nesses casos, algumas opções reduzem custos e o desgaste de conciliar estudo e trabalho. “No Centec, oferecemos cursos técnicos à distância porque identificamos essa necessidade entre os estudantes, especialmente entre aqueles que já trabalham ou mulheres que precisam dedicar mais tempo aos filhos”, afirma Eliana.
A formação técnica presencial dura, em média, 18 meses. No ensino à distância, o diploma pode ser obtido em até 12 meses, já que o próprio aluno organiza seus horários. Essa flexibilidade favorece quem precisa ingressar no mercado de trabalho mais rapidamente.
Foto: Freepik
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