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Mostra de filmes celebra legado do cineasta amazonense Djalma Limongi Batista com sessões especiais em Manaus

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Programação de 11 a 14 de março, no Cineteatro Guarany, revisita obras marcantes do diretor e exibe documentário inédito sobre sua trajetória

A história do cinema brasileiro passa pela Amazônia. Entre os dias 11 e 14 de março, Manaus recebe a Mostra de Filmes do cineasta amazonense Djalma Limongi Batista – Um Sonho Brasileiro, evento que celebra a trajetória de um dos diretores mais originais do país. Com entrada gratuita, a programação ocorre sempre às 18h30, no Cineteatro Guarany, reunindo clássicos do cinema nacional e um documentário especial sobre o homenageado. A programação exibe quatro longas emblemáticos e um documentário especial que resgata memórias, afetos e a contribuição artística de um criador que levou a sensibilidade amazônica para o cenário nacional.

Homenagem ao olhar autoral de um cineasta amazonense

Nascido em Manaus em 1947, Djalma Limongi Batista construiu uma carreira marcada por experimentação estética, ousadia temática e forte identidade autoral. Reconhecido por ser um dos pioneiros na abordagem de temas LGBTQIA+ no cinema brasileiro, o diretor também transitou pelo teatro, pela escrita e pela formação de novas gerações de artistas.

Sua trajetória começou ainda na juventude, quando realizou o curta Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora (1968), premiado no Festival do Jornal do Brasil. A obra já sinalizava o olhar provocador e sensível que marcaria toda a sua filmografia.

Programação reúne clássicos do cinema nacional

A Mostra de Filmes de Djalma Limongi Batista apresenta quatro longas que atravessam diferentes momentos da carreira do cineasta. Antes da exibição de cada filme, o público poderá assistir ao documentário “Caminhos e Memórias de Amor do Cineasta Djalma Limongi Batista”, apresentado diariamente como vinheta especial da programação.

Na quarta-feira (11), o público assiste a “Brasa Adormecida” (1986), estrelado por Maitê Proença e Edson Celulari, comédia que explora um triângulo amoroso marcado por humor e ironia.

Na quinta-feira (12), a sessão exibe “Bocage, o Triunfo do Amor” (1997), com Victor Wagner no papel do poeta português Manuel Maria du Bocage.

Já na sexta-feira (13), o documentário “Autovideografia” (2003) presta tributo ao ator Walmor Chagas, em um ensaio audiovisual sobre memória, arte e trajetória.

Encerrando a mostra, no sábado (14), será exibido “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1981), clássico estrelado por Edson Celulari que narra a ascensão de um jovem jogador de futebol até a Copa do Mundo.

Documentário abre todas as sessões

Antes de cada filme, o público acompanha a vinheta documental “Caminhos e Memórias de Amor do Cineasta Djalma Limongi Batista”, dirigida por Sergio Vieira Cardoso. O curta reúne depoimentos de artistas, pesquisadores e amigos do cineasta, como Edson Celulari, José Ribamar Bessa Freire e Aldísio Filgueiras.

Cinema, memória e identidade amazônica

Mais que uma retrospectiva, a Mostra de Filmes de Djalma Limongi Batista funciona como um gesto de preservação da memória cultural amazônica. Ao revisitar sua obra, o evento reafirma o papel da região Norte na construção da história do cinema brasileiro e valoriza narrativas que dialogam com diversidade, identidade e liberdade criativa.

O legado de Djalma Limongi Batista permanece vivo justamente por provocar reflexão e emoção em diferentes gerações de espectadores.

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