Espetáculo da Coletiva de Palhaças percorreu festivais, instituições e territórios amazônicos, consolidando a arte acessível como direito cultural
Um espetáculo que corre como rio por diferentes territórios, encontrando infâncias, comunidades e múltiplas formas de existir. Em 2025, “Maria Quer Ser Rio”, da Coletiva de Palhaças, reafirmou sua potência artística, social e política ao circular pelo Amazonas e por outras regiões do Brasil, unindo apresentações e ações formativas com foco em acessibilidade, diversidade, sustentabilidade e democratização da cultura.
Ao longo do ano, a obra integrou a programação do Festival Acessa BH, considerado o maior evento de práticas artísticas acessíveis do país. A participação em Belo Horizonte contou com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e da Prefeitura de Manaus, ampliando o alcance nacional do espetáculo e fortalecendo o diálogo entre a produção amazônica e outros contextos culturais brasileiros.
Arte acessível como direito das infâncias
Em Manaus, o espetáculo deu origem ao projeto “Infâncias para Todas as Crianças”, levando “Maria Quer Ser Rio” a instituições socioassistenciais e educacionais. As apresentações ocorreram no GACC-AM, na Casa Vhida e na E.E. Augusto Carneiro dos Santos, escola de educação especial para surdos. As ações foram viabilizadas pelo Edital Macro de Chamamento Público Nº 002/2024, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Manauscult e do Concultura.
Essas experiências reforçam a compreensão da cultura como um direito fundamental e ampliam o acesso de crianças historicamente afastadas dos circuitos culturais.
Interior do Amazonas e formação artística
No dia 19 de dezembro de 2025, a Coletiva apresentou o espetáculo no Festival Velha Serpa, realizado pelo Centro Cultural Velha Serpa (CCVS), em Itacoatiara (AM). O festival reuniu apresentações artísticas, oficinas, feiras e vivências comunitárias, consolidando-se como espaço de formação e fortalecimento cultural no território.
Além da apresentação, a Coletiva ministrou a oficina “Palhaçaria e Acessibilidade nas Dramaturgias”, propondo reflexões sobre comicidade, processos criativos e práticas anticapacitistas nas artes cênicas.
Poética amazônida e diversidade
Para a diretora Ananda Guimarães, o diferencial do espetáculo está no olhar sensível sobre a infância:
“Maria Quer Ser Rio exige um olhar poético para uma infância amazônida, diversa, atravessada por corpos DEF, indígenas, negros e por múltiplos territórios de existência”, afirma.
A apresentação no Festival Velha Serpa marca a última ação da Coletiva em 2025, encerrando um ciclo que conectou festivais nacionais, instituições culturais, espaços educativos e ações voltadas às infâncias.
Próximos passos em 2026
Com o retorno do calendário escolar, a Coletiva prevê a continuidade da circulação no interior do Amazonas por meio do projeto “Cruzá: Maria Quer Ser Rio – Infâncias é para Todas as Crianças”, contemplado pelo Edital Nº 03/2024 de fomento às ações culturais de circo da SEC-AM, via PNAB.
Ao seguir seu curso, “Maria Quer Ser Rio” reafirma a arte como ferramenta de transformação, encontro e escuta.
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