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Exposição dos Povos da Floresta abre etapa em Belém e projeta artistas indígenas, ribeirinhos e quilombolas no circuito nacional

Chico Mendes, de Rafael Prado, Porto Velho
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Belém (PA) recebe, até 29 de março, a Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi, no Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS – Palacete Faciola). A capital paraense marca a abertura de uma nova etapa do projeto e reafirma seu papel estratégico como vitrine nacional da produção artística dos povos da floresta, conectando diferentes territórios amazônicos ao debate cultural brasileiro.

Integrando a programação do Festival dos Povos da Floresta, a mostra propõe um encontro sensível entre artes visuais, audiovisual, cultura e saberes ancestrais da Amazônia, reunindo artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. A visitação tem entrada gratuita e consolida o Festival como vitrine nacional da arte contemporânea da floresta e protagonista na cultura brasileira.

Com as curadorias de Isabela Bastos e Lucas Baim, e da Ocupação Artística Contemporânea do Pará assinada por Nice Tupinambá, a exposição articula narrativas que transitam entre tradição e contemporaneidade, memória e reinvenção. A mostra é um recorte das etapas já realizadas em outras capitais da Amazônia Legal, ampliando o alcance do projeto e consolidando a exposição como uma plataforma nacional de circulação da arte indígena, ribeirinha e quilombola.

O Festival dos Povos da Floresta, idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, apresentado pela Petrobras e realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, é um projeto multilinguagens itinerante que celebra a arte como instrumento de resistência, sustentabilidade e valorização dos saberes tradicionais. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis e abertas ao público.

Desde o início de sua circulação, o projeto passou por Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Macapá (AP) e já reuniu mais de 260 obras de artistas amazônicos em exposições realizadas, além de ser palco para mais de 60 artistas e grupos, reunindo um público superior a 28 mil pessoas. As ações performáticas somaram 16 intervenções artísticas, mobilizando cerca de 15 mil espectadores. Os números consolidam o festival como uma das principais iniciativas de difusão da produção cultural amazônica em circuito nacional.

O festival cria um espaço estruturado de visibilidade e valorização das culturas dos povos da floresta, promovendo intercâmbio entre artistas de diferentes estados da Amazônia e ampliando sua inserção no circuito cultural brasileiro. A iniciativa promove inclusão e geração de oportunidades para artistas, produtores culturais, técnicos e comunidades tradicionais, além de estimular ações formativas e trocas de saberes. O projeto envolve dezenas de profissionais e mobiliza redes criativas que atravessam diferentes territórios amazônicos.

Ao circular por capitais da Amazônia Legal e dialogar com o público de todo o país, o festival fortalece a economia criativa da região, fomenta parcerias institucionais e estimula a contratação de fornecedores e serviços locais. A iniciativa contribui para ampliar a presença da produção cultural amazônica no cenário nacional, gerando circulação econômica e consolidando redes de colaboração duradouras.

SERVIÇO:

Período de visitação: até dia 29 de março de 2026| das 9h às 17h

Dias: De terça a domingo

Local: MIS – Museu da Imagem e do Som do Pará (Palacete Faciola) – Belém – PA

Entrada: Gratuita

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