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Toy Story 5: Quando crescer também significa aprender a brincar de novo

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Existem histórias que simplesmente passam pelo tempo. E existem aquelas que crescem junto com a gente. Foi com essa sensação que assistimos a Toy Story 5 em uma sessão especial de Cabine de Imprensa, uma ação da Disney e Pixar, no Cinépolis Millennium Shopping. Trinta anos depois de nos apresentar um mundo onde brinquedos ganham vida quando ninguém está olhando, a franquia retorna não apenas para contar uma nova aventura, mas para fazer uma pergunta muito atual: ainda sabemos brincar?

Desde 1995, Woody, Buzz e companhia deixaram de ser apenas personagens. Eles se transformaram em parte da memória afetiva de milhões de pessoas. Crescemos com eles aprendendo sobre amizade, despedidas, mudanças e sobre aquele sentimento difícil de explicar quando algo que amamos precisa seguir um novo caminho.

Em seu quinto capítulo, Toy Story encontra um novo desafio: não um vilão tradicional, mas algo que faz parte da nossa rotina: a tecnologia. A chegada do tablet inteligente Lilypad à vida de Bonnie representa uma disputa simbólica entre dois mundos: o entretenimento pronto, rápido e infinito das telas, e a magia do brincar, onde uma criança cria suas próprias histórias e transforma qualquer objeto em uma grande aventura.

E é justamente aí que a Pixar acerta mais uma vez. O filme não coloca tecnologia e imaginação como inimigas. Ele nos convida a refletir sobre o equilíbrio e sobre aquilo que podemos perder quando deixamos de criar, inventar e sonhar.

Visualmente, Toy Story 5 impressiona. A evolução técnica da Pixar aparece em cada detalhe, nas texturas, nos movimentos e nas expressões dos personagens. Mas, como sempre aconteceu nessa franquia, o verdadeiro brilho não está apenas na animação. Está no coração da história.

O retorno de Woody emociona porque ele carrega a experiência de quem já aprendeu o significado das despedidas. Buzz continua sendo aquele símbolo de coragem e esperança. Mas quem surpreende é Jessie, que ganha uma força ainda maior, trazendo novas camadas para uma personagem que fala sobre pertencimento, adaptação e sobre encontrar seu lugar em um mundo que está sempre mudando.

E, claro, o filme também sabe brincar com a cultura popular. Uma das cenas mais divertidas traz uma referência ao meme “Já acabou, Jéssica?”, mostrando que Toy Story consegue dialogar com o presente sem perder sua essência. Outra grande sacada é a brincadeira com Woody sendo chamado de “Woody Carrero”, uma homenagem bem-humorada ao universo do Beto Carrero, arrancando risadas e aproximando ainda mais o público brasileiro da história.

Mas talvez a maior mensagem do filme esteja justamente fora da tela: em uma época de notificações, vídeos rápidos e excesso de estímulos, Toy Story 5 nos lembra que brincar nunca foi perda de tempo. Brincar sempre foi uma forma de imaginar futuros.

O filme emociona porque não depende apenas da nostalgia. Ele usa as lembranças do passado para conversar com os desafios do presente. Afinal, a grande pergunta não é se os brinquedos continuarão relevantes em um mundo tecnológico. A pergunta é se nós continuaremos valorizando aquilo que nos torna humanos: criar histórias, compartilhar momentos e usar a imaginação.

Quando as luzes do cinema acendem, fica aquela sensação especial de ter reencontrado uma parte da infância que ainda vive dentro da gente. Toy Story 5 é uma aventura divertida, inteligente e afetiva. Um filme para crianças, para adultos e, principalmente, para famílias que ainda acreditam que algumas brincadeiras nunca envelhecem. É apaixonante! Não perca!

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