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Cerca de 40% dos adultos brasileiros convivem com dor crônica, aponta pesquisa do Ministério da Saúde

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Afya Educação Médica lança em Manaus curso de pós-graduação em Clínica da Dor visando preparar médicos para uma abordagem mais completa no diagnóstico e tratamento das doenças

A dor crônica faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que de 30% a 40% dos adultos no país convivem com dores persistentes, condição que vai muito além de um desconforto físico e pode comprometer o sono, trabalho, autonomia e qualidade de vida. Diante desse cenário, a Afya Educação Médica lança em Manaus a pós-graduação em Clínica da Dor, voltada à formação de médicos capacitados para compreender os diferentes mecanismos e oferecer tratamentos mais individualizados.

Segundo o coordenador nacional do curso de Clínica da Dor da Afya, Carlos Trindade, a área surge para mudar a forma como a dor é compreendida dentro da assistência à saúde.

“A Clínica da Dor trata a dor como um problema em si, e não apenas como um sintoma de outra condição. Isso muda a conduta, porque o médico passa a investigar o mecanismo da dor, se ela é inflamatória, causada por lesão de nervo ou por uma sensibilização do sistema nervoso, e direciona o tratamento a partir disso”, explica.

De acordo com o médico a dor crônica é considerada um importante problema de saúde pública por sua alta prevalência e pelos impactos sociais e econômicos que provoca. A dor lombar, por exemplo, está entre as principais causas de incapacidade no mundo. No Brasil, além do sofrimento individual, a condição está relacionada ao afastamento do trabalho, perda de produtividade, aposentadorias por invalidez, uso frequente de serviços de saúde e realização de exames que nem sempre resultam em melhora clínica.

Para Carlos Trindade, um dos grandes desafios está no percurso dos pacientes que passam anos buscando respostas sem um cuidado especializado.

“A maioria dos pacientes com dor persistente passa pelo sistema de saúde sem resposta, faz exames que não explicam o que sente, tenta um medicamento após o outro e continua com dor. A Clínica da Dor organiza esse cuidado, dá método ao raciocínio e devolve função e qualidade de vida a quem já tinha desistido de melhorar”, afirma.

Entre os quadros mais atendidos pelos profissionais da área estão as dores musculoesqueléticas, como lombalgia e cervicalgia, além de dores em ombro, joelho e quadril. Também são frequentes as dores neuropáticas, como neuropatia diabética, dor após cirurgias e alterações relacionadas a nervos lesionados.

Outro grupo que exige atenção são as dores nociplásticas, quando o sistema nervoso passa a amplificar os sinais de dor. A fibromialgia é um dos exemplos mais conhecidos.

“São pacientes que podem sentir dor em várias partes do corpo, muitas vezes com exames sem alterações significativas, e acabam sendo incompreendidos. Na verdade, existe um mecanismo de dor definido que precisa ser investigado e tratado”, acrescenta o coordenador.

Além do impacto físico, a dor crônica afeta aspectos emocionais e sociais. O paciente pode apresentar dificuldades para dormir, queda no rendimento profissional, redução das atividades diárias e alterações emocionais decorrentes da convivência prolongada com a dor.

“A dor crônica vai reduzindo a vida aos poucos. A pessoa deixa de fazer atividades que antes eram importantes, perde autonomia e passa a evitar movimentos por medo. Por isso, o tratamento não deve olhar apenas para a intensidade da dor, mas para a recuperação da função, do sono e da qualidade de vida”, ressalta.

Demanda por qualificação

Carlos Trindade acrescenta que o envelhecimento da população e o aumento da busca por tratamentos mais especializados têm ampliado a necessidade de profissionais preparados para atuar na Medicina da Dor. A área ganhou ainda mais reconhecimento com a consolidação da dor como campo específico de atuação médica.

A pós-graduação em Clínica da Dor da Afya Educação Médica foi estruturada para preparar médicos de diferentes especialidades, como clínicos, anestesiologistas, ortopedistas, neurologistas, reumatologistas e fisiatras. A formação aborda avaliação, diagnóstico e estratégias terapêuticas para diferentes tipos de dor, considerando uma visão integrada do paciente.

“Dor crônica raramente é resolvida com uma única intervenção. O médico atua na investigação e no tratamento, enquanto outros profissionais ajudam na recuperação do movimento, na adaptação emocional e na retomada das atividades. Quando existe integração real, os resultados são melhores”.

Em Manaus, a Afya Educação Médica está localizada na avenida André Araújo, 2767, bairro Aleixo. A instituição conta com uma estrutura premium voltada para a formação de médicos especialistas, incluindo sete salas de aula, 18 ambulatórios e duas salas destinadas a pequenos procedimentos. Os médicos interessados em obter mais informações sobre o curso de pós-graduação em Clínica da Dor, podem entrar em contato pelo telefone (92) 99222-1977.

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