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Rinite, sinusite ou gripe? Especialista explica como identificar cada doença e evitar complicações

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Em uma cidade marcada pelo calor intenso e pela alternância frequente entre ambientes climatizados e altas temperaturas, sintomas como espirros, nariz entupido, coriza e dor de cabeça são comuns. No entanto, eles nem sempre indicam a mesma doença. Embora rinite alérgica, sinusite e gripe (ou resfriado) possam apresentar sinais semelhantes, cada condição tem causas e tratamentos diferentes. Segundo a médica alergista Neane Magalhães, docente da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, saber diferenciá-las é essencial para evitar complicações e o uso inadequado de medicamentos.

De acordo com a especialista, a rinite alérgica é uma resposta do sistema imunológico desencadeada pelo contato com substâncias presentes no ambiente, como ácaros, poeira doméstica, fungos, pelos de animais e outros alérgenos.

“Os principais sintomas são espirros, coceira no nariz, nos olhos, nos ouvidos e na garganta, além de coriza e obstrução nasal. Um ponto importante é que a rinite alérgica não provoca febre”, explica.

Já a sinusite pode surgir como uma complicação da própria rinite. Segundo Neane Magalhães, quando a secreção permanece acumulada nos seios da face, ela favorece a proliferação de bactérias e o desenvolvimento de uma infecção.

“Nesse caso, além da congestão nasal, o paciente pode apresentar dor na face, sensação de pressão e febre. Dependendo da avaliação médica, pode ser necessário o uso de antibióticos e outros medicamentos específicos”, afirma.

O resfriado ou gripe, por sua vez, tem origem viral e costuma provocar sintomas semelhantes aos da rinite, como coriza e congestão nasal, mas a presença de febre é um dos principais sinais que ajudam a diferenciar o quadro.

“A febre geralmente indica um processo infeccioso. Por isso, é importante não tratar todas as situações como se fossem alergia”, destaca a médica.

A especialista ressalta que a confusão entre essas doenças pode levar à automedicação, especialmente com antibióticos, prática que oferece riscos à saúde.

“Nem toda secreção nasal precisa de antibiótico. O uso inadequado desses medicamentos pode provocar efeitos colaterais, favorecer a resistência bacteriana e dificultar tratamentos futuros”, alerta.

Outro ponto de atenção é que tanto a sinusite quanto um resfriado mal conduzido podem evoluir para complicações mais graves. Em alguns casos, a infecção pode atingir as vias respiratórias inferiores e favorecer o desenvolvimento de pneumonia.

Por isso, Neane Magalhães recomenda procurar atendimento médico sempre que os sintomas persistirem, houver febre ou piora do quadro clínico.

“Persistiu a febre ou os sintomas não melhoraram com as medidas iniciais, o ideal é buscar avaliação médica. O diagnóstico correto é o que garante o tratamento adequado e evita complicações”, orienta.

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