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Setembro Amarelo: SINDSEMP-AM busca orientação de especialista sobre saúde mental

Setembro Amarelo: SINDSEMP-AM
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Em conversa com o SINDSEMP-AM, a psicóloga Soneide Santos orienta sobre sinais de sofrimento emocional e destaca a importância da prevenção e do acolhimento.

O Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado do Amazonas (SINDSEMP-AM) reforça, durante o Setembro Amarelo, a importância de ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. Para contribuir com essa discussão e levar informações qualificadas à categoria, o sindicato procurou a psicóloga Soneide Santos, especialista na área, para falar sobre sinais de sofrimento emocional, acolhimento e a importância de buscar ajuda.

A iniciativa faz parte do compromisso do SINDSEMP-AM de contribuir para a conscientização dos servidores sobre a importância de cuidar da saúde mental e reconhecer situações que podem exigir atenção e apoio profissional.

Para a presidente do SINDSEMP-AM, Heliane Nogueira de Arruda, abordar o tema é também uma forma de demonstrar cuidado com a categoria.

“Cuidar do servidor também significa olhar para sua saúde mental. Precisamos oferecer informação, orientação e suporte, além de incentivar que cada pessoa reconheça seus limites e procure ajuda quando necessário. O servidor não deve ter medo ou vergonha de dizer que não está bem. O SINDSEMP-AM busca contribuir para fortalecer essa rede de apoio e ampliar o debate sobre saúde mental”, afirma.

Segundo a psicóloga Soneide Santos, o Setembro Amarelo é uma oportunidade para chamar atenção para comportamentos que podem indicar sofrimento emocional, mas o cuidado precisa acontecer durante todo o ano.

Entre os sinais de alerta estão o isolamento, mudanças de humor e comportamento, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações no sono e na alimentação, além de falas como “eu não aguento mais”, “queria desaparecer” ou “seria melhor se eu não estivesse aqui”.

“Nem sempre a pessoa vai dizer claramente que está pensando em tirar a própria vida. Muitas vezes, esse sofrimento aparece de outras formas. Quando alguém demonstra que está sofrendo, essa dor precisa ser escutada”, explica Soneide.

Informação e acolhimento

De acordo com a especialista, o medo de julgamento e a ideia de que é preciso enfrentar os problemas sozinho ainda podem dificultar a busca por ajuda. Por isso, familiares, amigos e colegas de trabalho podem contribuir criando espaços seguros para o diálogo.

“Não precisamos ter as palavras perfeitas. Às vezes, simplesmente estar presente, perguntar com sinceridade ‘como você está de verdade?’ e estar disposto a ouvir já é um primeiro passo muito importante”, afirma.

A psicóloga também orienta que falas relacionadas à vontade de morrer sejam levadas a sério e que sejam evitadas frases que minimizem o sofrimento, como “isso vai passar” ou “você tem uma vida tão boa”.

Em situações de risco imediato, a recomendação é não deixar a pessoa sozinha e procurar atendimento de emergência. O SAMU pode ser acionado pelo 192 e o CVV pelo 188.

Especialista em Análise do Comportamento Aplicada ao autismo e atrasos no desenvolvimento intelectual e de linguagem, Neuropsicologia e Terapia Cognitivo-Comportamental, Soneide Santos também é mestranda em Educação Especial pela UFSCar.

Para a psicóloga, o Setembro Amarelo deve servir como ponto de partida para uma atenção permanente à saúde mental.

“A prevenção começa muito antes de uma situação de emergência. Ela começa quando criamos espaços seguros para conversar e entendemos que pedir ajuda não é sinal de fraqueza”, conclui.

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