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Exposição “Olhares do Parque das Tribos” abre temporada no Museu da Cidade e destaca protagonismo de jovens fotógrafos indígenas

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A força cultural e a potência visual do Parque das Tribos ganharam o centro da cena em Manaus. A exposição “Olhares do Parque das Tribos” foi aberta oficialmente na  quarta-feira (10/12), no Museu da Cidade, reunindo 20 jovens fotógrafos indígenas que apresentaram narrativas sensíveis sobre a vida, os símbolos e a ancestralidade de seus territórios. A mostra permanece aberta ao público até 28 de dezembro, com entrada gratuita, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h20.

O evento de abertura contou com uma roda de conversa especial com o fotógrafo e artista visual Paulo Desana e a artista visual Duhigó Tukano, mediada pelo curador e professor do Projeto Cultura Raiz, Ricardo Tavares. Os jovens fotógrafos também participaram da discussão, compartilhando suas experiências ao registrar o cotidiano e a identidade do Parque das Tribos.

A exposição apresenta recortes produzidos durante a oficina Fotografia com Celulares, realizada na Maloca dos Povos Indígenas como parte do Projeto Cultura Raiz. As imagens refletem a diversidade dos 39 povos presentes no território, revelando cenas do dia a dia, elementos simbólicos e aspectos culturais que definem a vida comunitária.

Para o curador Ricardo Tavares, a mostra simboliza a consolidação do processo formativo dos participantes e reforça a importância de ocupar espaços culturais estratégicos da cidade.

“O Museu da Cidade, localizado em território ancestral, é o lugar natural para que essas narrativas ganhem visibilidade”, destacou. Ele reforçou ainda que as fotografias oferecem ao público uma visão autêntica sobre quem vive no Parque das Tribos e sobre os elementos que compõem sua identidade.

Entre os jovens expositores, Elison Ribeiro, 25 anos, celebrou o momento em que viu sua obra exposta. Sua fotografia destacou um colar feito com caroços, símbolo da arte tradicional indígena.

“Eu fiquei muito feliz por participar desse curso. A foto que eu tirei e editei está aqui neste quadro”, disse.

Parceira e patrocinadora do projeto, por meio do Instituto Aegea, a Águas de Manaus esteve representada pela analista de Responsabilidade Social Lineci Mendonça, que se emocionou ao ver o resultado final da exposição.

“Eu confesso que fiquei imensamente emocionada quando entrei aqui. Esse é um projeto que nós iniciamos juntos”, afirmou, reforçando a qualidade e a sensibilidade das obras apresentadas.

A abertura contou ainda com a presença do cacique Ismael Munduruku; da liderança indígena feminina Joana Galvão; do curador do Museu da Cidade de Manaus, Leonardo Novellino; e de Jeibi Medeiros, da Sedecti, além de parceiros institucionais e representantes da comunidade.

Como parte das ações do projeto, cada jovem participante da oficina recebeu um aparelho celular para dar continuidade à prática fotográfica. As imagens expostas foram adquiridas pela Associação Zagaia Amazônia e agora integram o acervo da Amazônia Stock, startup de impacto social que continuará comercializando as obras e compartilhando sua renda com os fotógrafos e comunidades indígenas.

O Projeto Cultura Raiz é uma realização da Associação Zagaia Amazônia e Amazônia Stock, com apoio da Lei de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura, e patrocínio do Instituto Aegea e Águas de Manaus. A exposição conta ainda com apoio da Manauscult e da Prefeitura de Manaus.

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