Festival Literário do Centro ocupa ruas históricas com escritores, lançamentos e atividades para todas as idades, reforçando a leitura como força cultural
As ruas do Centro de Manaus vão respirar literatura, encontros e ideias. De 24 a 26 de abril, o Festival Literário do Centro (FLIC) retorna em sua quarta edição ocupando dois novos espaços urbanos e reafirmando a leitura como um ato coletivo, vivo e transformador na Amazônia.
FLIC ocupa as ruas e amplia território criativo
Promovido pelo Centro Cultural Casarão de Ideias, o festival expande sua atuação e passa a acontecer nas ruas Barroso e Saldanha Marinho, no coração do Centro Histórico. A proposta é clara: levar a literatura para além dos espaços tradicionais e transformá-la em experiência urbana.
A edição 2026 reforça a ideia de que “a rua é um rio de inspiração”, conectando arte, cidade e público em um fluxo contínuo de trocas culturais.
Itamar Vieira Júnior é destaque da programação
Entre os nomes confirmados está o premiado escritor Itamar Vieira Júnior, autor de obras como Torto Arado, Salvar o Fogo e Coração Sem Medo. Sua presença fortalece o festival como espaço de diálogo com a literatura contemporânea brasileira.
Reconhecido nacional e internacionalmente, o autor carrega uma escrita marcada por questões sociais, território e identidade — temas que dialogam diretamente com o contexto amazônico.
Leitura como resistência e transformação
Para João Fernandes, diretor do Casarão de Ideias e idealizador do FLIC, a continuidade do festival é um ato de resistência cultural.
“A leitura segue sendo um norte e um transformador de vidas. Quando vemos a adesão do público, percebemos que ainda há esperança. É isso que nos move a seguir”, destaca.
Fliczinho: formação de novos leitores
Uma das novidades desta edição é o Fliczinho, programação voltada ao público infantil que acontece na rua Barroso. A proposta é estimular o hábito da leitura desde cedo, com atividades lúdicas, interativas e educativas.
A iniciativa reforça o compromisso do festival com a formação de leitores e com o futuro da cultura literária na região.
Espaço aberto para autores amazônicos
O FLIC também mantém seu caráter democrático ao abrir espaço para escritores independentes lançarem suas obras durante o evento. Um edital foi disponibilizado para seleção de autores interessados, fortalecendo a produção literária local.
A ação amplia a visibilidade de novas vozes e contribui para a circulação de narrativas amazônicas, muitas vezes fora dos grandes circuitos editoriais.
Cultura, cidade e identidade amazônica
Mais do que um festival, o FLIC se consolida como um movimento cultural que ressignifica o Centro de Manaus como palco de encontros, ideias e pertencimento.
Ao ocupar o espaço urbano com literatura, o evento reforça o papel da Amazônia como território criativo, diverso e protagonista na produção cultural brasileira.
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