Advertisement

O segredo dos ‘chifrinhos’: Conheça o podcast independente que virou a voz da nova geração de torcedores dos bumbás, em Manaus

Compartilhar

Criado após viagem de barco, o projeto “Rufar do Tambor” desconstrói a transmissão tradicional do boi-bumbá e vira febre entre novas gerações nas redes sociais.

O Festival de Parintins vai muito além das telas de televisão; ele vive no pulsar das ruas, nas viagens de barco e na paixão que transforma torcedores em uma grande família. Foi exatamente ao retornar dessa jornada mística que a manauara Naara Souza percebeu que o formato tradicional de cobertura ocultava a verdadeira essência da festa. Dessa inquietação, somada a conversas descontraídas entre amigos, nasceu o podcast Rufar do Tambor. Transmitido pela Rádio Hub, o projeto multiplataforma (YouTube, site e aplicativo) conquistou o público jovem em 2026 ao traduzir o universo de Caprichoso e Garantido com leveza, memes e autenticidade.

Produzido por Naara Souza e Felipe de Queiroz, o programa cumpre uma missão clara no território amazônico: comunicar a cultura bovina sem amarras formais, agindo como uma ponte entre a tradição e as novas gerações.

Identidade Pop, Memes e os Famosos “Chifrinhos”

O grande trunfo do Rufar do Tambor é falar a língua da internet. Ao inserir o boi-bumbá na cultura pop e usar o humor das redes sociais, a atração ajuda a propagar a ancestralidade nortista para além das bolhas tradicionais. A marca registrada da dupla surgiu de um improviso: o uso de “chifrinhos” divertidos durante entrevistas no Curral do Garantido e no Bar do Boi Caprichoso, tornando-se a principal identidade visual do projeto.

“O programa busca unir as torcidas e valorizar a rivalidade saudável. Sabemos que existem comportamentos ruins disfarçados de torcida, mas nós acreditamos que dá para se alfinetar sem ofender”, defende a idealizadora Naara Souza.

Resistência Cultural e a Emoção de “Ser Escolhido pelo Boi”

O nome do videocast faz referência direta a toadas icônicas de Rozinaldo Carneiro (Caprichoso) e Emerson Maia (Garantido), reforçando que a festa só começa quando o tambor rufa. Mesmo sem patrocínio oficial, tendo 90% dos custos bancados pelos próprios criadores, o projeto exerce um papel de relevância social essencial, servindo de acolhimento para os amantes do ritmo.

“Já recebemos relatos de seguidores que usam o programa como válvula de escape. Uma torcedora viajou para a ilha sozinha pela primeira vez encorajada por nós”, emociona-se o apresentador Felipe de Queiroz.

O avanço dessa cena bovina alternativa em Manaus prova que o folclore permanece vivo, plural e em constante renovação.

Bastidores de Peso: Quem Faz o Tambor Rufar

Por trás da linguagem leve e dos memes que conquistaram a internet, o projeto é sustentado pelo repertório técnico e artístico de seus criadores. Naara Souza, 25 anos, traz a precisão dos bastidores para o microfone. Graduada em Rádio e TV, ela acumula experiência no território audiovisual da capital como diretora de produção da Navídeos, assinando a direção de conteúdo que dita o ritmo dinâmico do videocast.

Ao seu lado na bancada, Felipe de Queiroz, 26 anos, injeta a vivência prática dos tablados na comunicação do programa. Artista multifacetado, Felipe atua como ator no Grupo Laboratório de Pesquisa em Artes da Cena e como bailarino da Cia Gandhicats Project, além de assinar o figurino de diversos espetáculos locais. Pesquisador das visualidades da cena e do teatro contemporâneo, ele utiliza seu olhar antropológico para decifrar a evolução das apresentações de Caprichoso e Garantido, transformando o Rufar do Tambor em uma vitrine rica de conhecimento e paixão folclórica.

Você é torcedor do boi da Baixa do São José ou do bumbá da Francesa? Comente o seu palpite para o próximo Festival e sinta o tambor rufar!

Acesse o https://www.culturaamazonica.com.br/ e saiba mais sobre a Amazônia e o Mundo.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *