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Jender Lobato Defende Gastronomia de Manaus como Força Econômica e Vetor do Turismo Internacional

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Ex-secretário da Manauscult e pré-candidato a deputado estadual destaca o potencial dos sabores regionais e defende políticas públicas para fortalecer pequenos empreendedores e o setor de bares e restaurantes

O histórico reconhecimento do Teatro Amazonas como Patrimônio Mundial pela Unesco pode ser o empurrão que faltava para projetar outra grande riqueza de Manaus no cenário global: a sua gastronomia. A avaliação é de Jender Lobato, ex-secretário da Manauscult e pré-candidato a deputado estadual, durante entrevista concedida ao programa Onda News.

Para Jender, o prato amazonense vai muito além da tradição cultural, é um ativo econômico poderoso para a geração de emprego e renda, impulsionado pelo excelente momento do turismo na capital.

Manaus no Topo das Tendências Globais de Turismo

A capital amazonense vem acumulando destaques no mercado internacional. Figurando entre os 10 destinos tendência globais para 2026 na Booking.com e sendo a única brasileira na prestigiada lista da Lonely Planet, o fluxo turístico se reflete em dados positivos: entre janeiro e outubro do ano anterior, o Amazonas recebeu mais de 379 mil turistas, injetando R$ 755 milhões na economia local (crescimento de 14,15%), segundo a Amazonastur.

Jender relembrou que, sob sua gestão na Manauscult, a cidade conquistou a etapa nacional para integrar a Rede de Cidades Criativas da Gastronomia da Unesco, superando mais de 20 municípios do país.

“Não tem quem venha para Manaus e não goste de um tambaqui, de uma matrinxã. A gente está ficando muito famoso com o x-caboquinho, com o jaraqui… Eu penso que, em pouco tempo, Manaus vai explodir com o turismo e a gente vai colher muitos frutos”, declarou.

Apoio ao Empreendedorismo: Da Tacacaria aos Grandes Restaurantes

Ao defender o avanço do setor, o pré-candidato chamou a atenção para a necessidade de simplificar a burocracia e oferecer incentivos tanto para estabelecimentos consolidados quanto para a economia informal da gastronomia de rua.

“A gastronomia em Manaus emprega mais do que muita gente imagina. Quando a gente fala em bares e restaurantes, também está falando da banca de tacacá, da barraca de comida, dos pequenos empreendedores que geram trabalho todos os dias. É um setor que precisa de políticas públicas para reduzir a burocracia e incentivar quem empreende”, pontuou.

A fala alinha-se ao otimismo do segmento. Pesquisas da Abrasel-AM mostram que a maioria dos empresários de bares e restaurantes do estado projeta crescimento no faturamento de até 20% em 2026.

Propostas e Pautas em Destaque:

  • Fortalecimento do Turismo: Uso do selo de Patrimônio Mundial da Unesco para atrair novos fluxos internacionais;
  • Economia Criativa: Incentivo direto a bancas de tacacá, feiras alimentares e pequenos negócios de bairro;
  • Calendário Cultural: Defesa de um calendário permanente para os festivais culturais do Amazonas, garantindo planejamento para o setor produtivo.

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