Festival reúne 115 apresentações gratuitas em 18 espaços de Natal e outras dez cidades do Rio Grande do Norte, com artistas de diferentes regiões do Brasil
Há 25 anos, o Festival DoSol acompanha a transformação da música independente brasileira a partir do Rio Grande do Norte. Em 2026, a celebração dessa trajetória ganha uma dimensão ainda maior, com 115 apresentações gratuitas distribuídas entre Natal e outras dez cidades do estado, entre 5 de novembro e 12 de dezembro.
Entre os destaques da programação está a presença de Suraras do Tapajós, do Pará, que representa a produção musical amazônica em uma agenda marcada pelo encontro entre artistas de diferentes territórios e pela valorização da cena independente.
A programação também reúne nomes como Siba (PE), Maglore e Àttooxxá (BA), Vanguart (MT), Pense (MG), MC Taya (RJ) e Mercenárias (SP), ao lado de uma expressiva presença de artistas do Rio Grande do Norte.
Música independente além dos grandes centros
A proposta do DoSol para 2026 dialoga diretamente com a ideia de descentralização cultural. O projeto DoSol Interior passa por Mossoró, Tibau do Sul (Pipa), Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Assú, Parnamirim, São Gonçalo, Pau dos Ferros e Macaíba, ampliando a circulação da música para diferentes regiões do estado.
Em Natal, nos dias 27 e 28 de novembro, acontece a 23ª edição do Festival DoSol, reunindo artistas locais e convidados de outras partes do país.
Do Rio Grande do Norte, estão na programação Taj Ma House, Cami Santiz, Tiquinha Rodrigues, Bixanu, Khrystal, Simona Talma, Camarones Orquestra Guitarrística, Filipe Toca, Orquestra Greiosa, Leoa e outros artistas.
A agenda também contempla momentos especiais da produção local, como a gravação do primeiro álbum da banda Delirantes e Febris e do novo trabalho da Demonia.
“Hoje, muito nos orgulha sermos considerados a principal vitrine da música potiguar porque esse é um dos grandes pilares do DoSol”, destaca Ana Morena, integrante da organização.
Para Anderson Foca, o festival também funciona como espaço de descoberta e circulação da produção musical.
“O Festival DoSol é um grande radar que aguça e amplia a nossa percepção sobre música e cultura”, afirma.
Cultura popular também entra em cena
A programação não se limita à música independente contemporânea. O DoSol Interior também realizará registros documentais de cinco grupos de Cultura Popular que permanecem ativos no Rio Grande do Norte: Congos de Combate, Boi de Reis Estrela Dalva, Boi Calemba Pintadinho, Boi de Reis Nísia Floresta e Caboclinhos Ceará Mirim.
A ação prevê o registro audiovisual das apresentações e conversas entre os grupos e artistas contemporâneos influenciados pela cultura popular, com mediação de pesquisadores da área.
Além dos shows, o festival promove ainda o DoSol Dialoga, nos dias 8 e 26 de novembro, com encontros voltados à articulação entre festivais do Rio Grande do Norte e à realização do Encontro Regional da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN).
25 anos de circulação e formação
Criado por Anderson Foca e Ana Morena, o DoSol atravessou diferentes gerações e se consolidou como uma plataforma de produção, circulação e documentação da música independente potiguar.
A programação de 2026 mantém essa característica ao conectar artistas locais a nomes de diferentes regiões brasileiras, incluindo a produção amazônica representada pelas Suraras do Tapajós, e ao levar apresentações para municípios além da capital.
A programação será encerrada em 12 de dezembro, na Rampa Cultural, com shows de Esdras Nogueira (DF), Filipe Toca (RN), Abacaxepa (SP), Orquestra Greiosa (RN), Leoa (RN) e Seu Pereira e Coletivo 401 (PB).
Todas as atividades têm entrada gratuita.
Serviço
Festival DoSol 2026
Quando: 5 de novembro a 12 de dezembro de 2026
Onde: Natal e outras dez cidades do Rio Grande do Norte
Entrada: gratuita
Programação completa: perfil @festivaldosol e site oficial do DoSol
Acesse o https://www.culturaamazonica.com.br/ e saiba mais sobre a Amazônia e o Mundo.















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