Com a instalação monumental “A COBRA GRANDE”, concebida em parceria com seu irmão Henrique de Farias, a artista leva a mitologia amazônica, o trabalho e a vivência migratória para um dos principais eventos de arte contemporânea da Ásia.
Vivendo uma fase de forte projeção e consagração no circuito internacional, após passagens marcantes pela Bienal de Veneza e pela 36ª Bienal de São Paulo, a artista visual Manauara Clandestina é um dos destaques confirmados na 16ª Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul.
Ela integra a exposição “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, mostra que marca a histórica estreia do primeiro Pavilhão do Brasil no evento. A exposição estará em cartaz entre 5 de setembro e 15 de novembro de 2026, ocupando o Gwangju History & Folk Museum.
“A COBRA GRANDE”: Vestimentas, Travessia e Reexistência
Na Bienal, a artista apresenta a obra “A COBRA GRANDE” (2026), uma instalação têxtil monumental concebida em colaboração direta com seu irmão, o psicólogo e educador Henrique de Farias.
O trabalho une a mitologia ancestral que habita as águas dos rios amazônicos às memórias reais do trabalho e dos processos migratórios. Estruturado a partir de uniformes profissionais, vestimentas funcionais e tecidos usados em deslocamentos, a obra reconstrói o corpo da lendária serpente como uma metáfora de transformação e resiliência.
“Desenvolver ‘A Cobra Grande’ ao lado do meu irmão, o Henrique, transformou a nossa própria experiência de deslocamento em matéria artística. Usamos uniformes, tecidos e marcas de uso para construir esse corpo em movimento, mostrando que a migração e o trabalho também são lugares de criação, resistência e reexistência”, explica Manauara Clandestina.
O Devir-Serpente e a Identidade Amazônida
Para a artista, a figura da serpente representa a própria jornada do migrante e do povo amazônida: um corpo em constante movimento, capaz de trocar de pele, contornar barreiras e refazer mundos sem perder o vínculo sagrado com seu território de origem.
A produção de “A COBRA GRANDE” seguiu um percurso de criação itinerante e internacional, conectando etapas desenvolvidas na residência AiR 351 (em Cascais, Portugal), na residência Tropismo (em Seul) e culminando na montagem final na Bienal em Gwangju.
Destaques da Participação:
Evento: 16ª Bienal de Gwangju – 1º Pavilhão do Brasil (“Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”)
Período da Exposição: 5 de setembro a 15 de novembro de 2026
Local: Gwangju History & Folk Museum (Gwangju, Coreia do Sul)
Obra: “A COBRA GRANDE” (Instalação têxtil monumental, 2026)
Autoria: Manauara Clandestina em colaboração com Henrique de Farias
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