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Uma galeria e 7 artistas de Roraima participam da SP-Arte Rotas

Obra de Bartô Macuxi
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Galeria Jaider Esbell reúne cinco artistas indígenas; Jaider Esbell e Carmézia Emiliano aparecem em estandes de São Paulo.

Conexão Cultural| Roraima estará representado na 5ª edição da SP-Arte Rotas pela Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea e por sete artistas ligados ao estado: Bartô Macuxi, Isaías Miliano Patamona, Mário Flores Taurepang, Kaiwino Wiz, Pedro Macuxi, Jaider Esbell e Carmézia Emiliano. A feira aconteceu entre 26 e 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo.

A Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea, espaço coletivo independente de Boa Vista, apresenta Bartô Macuxi, Isaías Miliano Patamona, Mário Flores Taurepang, Kaiwino Wiz e Pedro Macuxi. Construído por curadoria coletiva, o estande reúne artistas da região circum-Roraima e prolonga o legado de Jaider Esbell como articulador de uma escola de pensamento e criação indígena.

As obras aproximam cosmologias, inscrições rupestres, relações entre corpo e território, organização política dos povos indígenas e críticas à violência extrativista e ao capitalismo. As trajetórias Macuxi, Patamona e Taurepang não são tratadas como bloco homogêneo: cada artista mobiliza repertórios, memórias e posições próprias.

Jaider Esbell aparece também no estande da Almeida & Dale (São Paulo), em uma seleção que articula artistas modernos e contemporâneos das Américas. Sua presença insere a virada indígena da arte brasileira em uma narrativa continental e reafirma a importância de seu trabalho como artista, escritor, curador e ativista.

Carmézia Emiliano integra a seleção de gravuras da Papel Assinado (São Paulo). Artista Macuxi, ela construiu uma pintura dedicada à vida comunitária, aos rituais, à paisagem e aos costumes de seu povo. A participação em um projeto voltado a obras sobre papel amplia a circulação de sua produção.

A presença de Roraima vai além da representação geográfica. Ela evidencia redes de autoria, formação e circulação construídas pelos próprios artistas indígenas e permite conhecer produções que partem do território sem se limitar a uma ideia genérica de identidade indígena.

Realizada desde 2022, a SP-Arte Rotas dedica cada estande a um projeto desenvolvido especialmente para o evento. Em 2026, a feira reúne 70 galerias de arte, além de museus e projetos especiais convidados, mantém atenção particular à produção de todas as regiões brasileiras e amplia o diálogo com a América Latina.

Mirante

No centro da feira, o setor Mirante parte da ideia de paisagem expandida: não apenas como gênero, mas como campo para pensar as múltiplas relações entre os seres humanos e seus entornos. A curadoria de Bernardo Mosqueira, também diretor artístico da SP-Arte Rotas, reúne trabalhos em que memória, ecologia, espiritualidade, política, história e imaginação se entrelaçam e apresentam diferentes modos de pensar, saber, sentir e viver junto na América Latina.

Palco SP-Arte

O programa de conversas aconteceu de quinta-feira, 27, a sábado, 29 de agosto, e promove encontros entre artistas, curadores, colecionadores e outros agentes do setor, com participação do público. Entre os convidados estão os artistas Ayrson Heráclito e Carmela Gross e os curadores Júlia Rebouças e Jacopo Crivelli Visconti. A programação, desenhada por Tamara Perlman, estará disponível no aplicativo SP-Arte.

Ingressos já disponíveis: bilheteria.sp-arte.com

Mais informações: www.sp-arte.com
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