Campeão do programa ao lado de Priscila Fantin e dupla de Kenya Sade em 2023, coreógrafo paraense mira o Carnaval carioca, o Festival de Parintins e novos desafios após três participações na atração da Globo
Depois de três participações no Dança dos Famosos, quadro da Globo, Rolon Ho já tem novos planos para a carreira. Campeão da competição em 2023, ao lado de Priscila Fantin, o professor e coreógrafo paraense quer agora levar sua experiência para a avenida. Entre seus maiores sonhos está a oportunidade de assinar a coreografia de uma escola de samba no Carnaval do Rio de Janeiro e, quem sabe, conquistar um Estandarte de Ouro, uma das mais tradicionais premiações da folia carioca.
“Acredito que preciso ter um Estandarte de Ouro no Carnaval. Quero ter essa oportunidade de estar lá, ganhar experiência, entender esse universo e ser reconhecido no Brasil como dançarino, coreógrafo e professor de dança. Quero passar pelos principais palcos e conquistar os principais títulos”, afirma.
Na edição de 2026 do Dança dos Famosos, Rolon iniciou a competição ao lado de Kenya Sade, mas a dupla acabou eliminada. Posteriormente, o coreógrafo retornou ao programa para dançar com Gracyanne Barbosa, substituindo temporariamente outro professor. Com o retorno do profissional, Rolon encerrou definitivamente sua participação na temporada.
A experiência, segundo ele, faz parte de um projeto maior: consolidar seu nome para além da televisão e ampliar sua presença em grandes eventos culturais.
“Meu objetivo é ser reconhecido não apenas como campeão de um reality, mas como um dos grandes nomes da dança brasileira. Quero me tornar uma personalidade da dança, alguém que seja lembrado sempre que o assunto for dança no Brasil.”
Do projeto social aos palcos nacionais
Natural da Guiana Francesa e criado no Pará, Rolon começou a dançar aos 15 anos, depois de conquistar uma bolsa em um projeto social que visitou sua escola pública. Foi ali que descobriu a profissão que seguiria pelas décadas seguintes, apesar da resistência inicial da família.
“Minha família foi contra. Diziam que dança não era um trabalho digno, que eu não conseguiria me sustentar. Ouvi tudo aquilo que muitos artistas escutam quando decidem seguir esse caminho. Mas, em vez de me desanimar, isso virou combustível para continuar lutando.”
Ao longo de 25 anos de carreira, o coreógrafo acumulou experiências com artistas e grupos importantes da música paraense. Passou pelas bandas Sayonara, Warilou e Calypso, participou da gravação de um DVD do grupo em 2004 e atualmente trabalha com Joelma.
Também integrou, ao lado da Companhia de Dança Cabanos, o clipe de “Foguinho”, de Gaby Amarantos. Posteriormente, participou da apresentação da cantora no festival The Town, incluindo momentos coreográficos e cênicos do espetáculo.
Entre suas conquistas estão cinco títulos de campeão paraense de dança, a vitória no Gafieira Brasil e homenagens recebidas em Belém, além do título de cidadão paraense.
Do brega paraense ao Carnaval carioca
Uma das apresentações mais marcantes de Rolon no programa foi justamente a que levou o brega para a competição. Para ele, o desafio ultrapassava a execução de uma coreografia.
“Eu não estava carregando apenas uma dança. Eu estava representando um povo. Foi uma das apresentações mais desafiadoras da minha carreira, porque sentia um peso enorme nas costas. Graças a Deus deu tudo certo.”
Agora, o coreógrafo quer levar essa experiência para outros grandes eventos culturais. Além do Carnaval carioca, pretende trabalhar no Festival de Parintins, no Amazonas, e participar do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. Uma turnê internacional, cancelada por conta dos compromissos com o Dança dos Famosos, também permanece entre seus planos.
Inspirado em referências como Carlinhos de Jesus, Ana Botafogo e Deborah Colker, Rolon sonha em representar uma nova geração de profissionais da área.
“Hoje temos nomes gigantes que abriram caminho para a dança no Brasil. Eu quero construir minha história ao lado deles. Quero mostrar que um profissional vindo do Norte também pode chegar lá. Quero me tornar uma personalidade da dança, alguém que seja lembrado sempre que o assunto for dança no Brasil.”
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